sexta-feira, 7 de novembro de 2014

A BELEZA DO INVISÍVEL





O acto de observar é a única chave que abre a porta dos mistérios.
A paisagem de fora, a vemos com os olhos de dentro.
A paisagem é um estado de alma.
Na realidade, o que vemos está em nós.
Não vemos o que vemos,
Vemos o que somos...

"Se podes olhar, vê.
Se podes ver, repara".

Ter olhos para a beleza do céu, para a poesia das núvens.
Cultivar a quietude do espírito com potência de transformação.
Ter um olhar capaz de discernir a beleza do invisível.
A filosofia oriental nos ensina que a mais bela imagem não tem forma.

Cultivar a magia e o encantamento de se estar no mundo.
Cativar a via do Silêncio dentro de nós.
Esta existência terrena é uma oportunidade de despertarmos da letargia e do sono.
Esta existência terrena é a infância da Eternidade.
Uma oportunidade de nos aproximarmos da Pura Luz que habita nossa finitude.

Felizes os que aproveitam com sabedoria a preciosa aventura que é o existir.
Feliz o olhar capaz de discernir a beleza do invisível.


(Foto e texto retirados da NET)



PASSAGEM DO TEMPO






"É breve,
é pequena,
a distância que separa o avô do neto.

Feito o arado
que rasga a terra
a passagem do tempo
deixa sulcos na alma e no rosto.

As viagens sucedem-se e
acumulam-se 
com as gerações;
Entre o neto que foste
e o avô que serás, 
que pai terás sido?"

José Saramago

A única coisa que temos de facto é a vida.
E com ela podemos fazer tudo, ou nada.

Pais, filhos e netos.
No fim das contas, cada um tem que caminhar com os seus próprios passos.
Buscar uma experiência de significação,
Trilhar a senda do auto-aperfeiçoamento.

A vida é um instante, um sopro.
Quantas gerações já vieram e se foram,
Quantas vidas virão e igualmente passarão.

Nos vagões da existência terrena,
Por um breve instante passeamos.



(Foto e texto retirados da NET)