sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

DUAS ROSAS...





Pétalas de rosas


Era uma tarde nublada. A vila estava cheia de gente que se juntava na capela. O cortejo seguiu para a igreja que ficava um pouco distante. Eram muitas as coroas de flores. As pessoas seguiam, na sua maioria a pé com um ritmo cadenciado.

Ficaram um pouco para trás. Quando chegaram ao portão do recinto da igreja, a maioria das pessoas já tinha entrado. Deu com duas rosas caídas no chão e um raminho de minúsculas flores brancas.

Momentos antes, a mãe tinha-lhe dito: __"Não trouxe flores..." Respondeu-lhe: __"Não faz mal, isso não é importante."

Segundos depois, as flores estavam ali no chão à espera de serem colhidas. Apanhou-as.

Permaneceram à espera na sua mão. Não conseguiram entrar na igreja. Tiveram que esperar lá fora que a missa acabasse.

O cortejo dirigiu-se para o pequeno cemitério que ficava mesmo atrás. Passou diante da guarda de honra. Ouviram-se os disparos que saudavam aquele homem bom, amigo e que tanto amou a vida.

Os ramos e coroas de flores jaziam à espera, em cima de uma laje de pedra. Foram colocados na campa. O "raminho" ficou. Duas rosas amarelas e rosa. Até que alguém as estendeu para as mãos da prima que as juntou às outras flores. Duas rosas. Os seus tios, finalmente, descansavam em paz um ao lado do outro, virados para aquela mata de eucaliptos. O mesmo tipo de árvores que anunciavam a proximidade da quinta em que tinham vivido.

Continuo a não conseguir acreditar em Deus. Mas acredito nas pessoas de fé e no seu exemplo. Eles eram um exemplo. E, às vezes, penso que as coisas não acontecem por acaso. 




UM SORRISO CUSTA TÃO POUCO E VALE TANTO...





Tinha um encontro no Centro Comercial. Cheguei antes da hora. Aproveitei para me dirigir à loja onde tinha ficado de ir buscar o que estava pronto.

A loja estava vazia. Apenas lá se encontrava uma das moças que falava ao telefone. Estava muito sorridente e diligente. Dizia que as botas já tinham chegado, enquanto olhava para a caixa que estava em cima do balcão. Perguntou se o prazo de reserva de três dias era suficiente, despediu-se e desligou. Virando-se para mim, ainda continuava a sorrir. Um sorriso juvenil e simpático.

Não pude deixar de dizer: __"Que sorriso tão simpático e quanta gentileza! Custa tão pouco e vale tanto..." Ela voltou a sorrir, agradeceu e tratámos do nosso assunto. Que mais uma vez foi alvo de toda a sua boa vontade.

Isto passou-se depois de, por acaso, nesse mesmo dia e no caminho para a loja, ter ouvido várias pessoas a reclamar pelas mais diversas razões. Como foi o caso, por exemplo, de um casal em que a mulher dizia: __" Oh, marido, hoje estás mesmo negativo..."

Eu não estava negativa, mas se estivesse e fosse atendida por aquela moça, com certeza deixaria de estar. E talvez ela , naquele dia, continuasse a sorrir porque "um sorriso custa tão pouco e vale tanto"...


(Imagem retirada da NET)




quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

SÓ POR HOJE... "SÊ O MELHOR DO QUE QUER QUE SEJAS!" - Douglas Malloc





Cascais - Portugal


Era uma salinha pequena de apoio à sala de aula... Tinha pequenos detalhes que a personalizavam... Um deles era uma folha escrita e cuidadosamente plastificada, para além das boas vindas a quem abria a porta que dizia: "Bom dia!" __ Intenção: Fazer com que aquele dia fosse mais um dia especial... Quando oportuno, a folha era retirada do "placard" e lida aos alunos. Será que algum deles a interiorizou?!...


Hoje, não posso continuar sem transcrever aqui esse poema de Douglas Malloch...


"Se não puderes ser um pinheiro no topo da colina,
    Sê um arbusto do vale __ mas sê
O melhor arbusto à margem do regato;
    Sê um ramo se não puderes ser uma árvore.

Se não puderes ser um ramo, sê um pouco de relva,
    E dá alegria a algum caminho;
Se não puderes ser almíscar, sê, então, apenas uma tília,
    Mas a tília mais viva do lago!

Não podemos ser todos capitães; temos de ser tripulação.
    Há alguma coisa para todos nós aqui.
Há grandes obras e outras menores a realizar,
    E é a próxima a tarefa que devemos empreender.

Se não puderes ser uma estrada, sê apenas uma senda,
    Se não puderes ser Sol, sê uma estrela;
Não é pelo tamanho que terás êxito ou fracasso __
    Mas sê o melhor do que quer que sejas!"




quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

SAUDAÇÃO À ALVORADA - POEMA DE UM POETA INDIANO - KALIDASA






Nascer do dia no Rio Negro - Amazónia - Brasil



"SAUDAÇÃO À ALVORADA" - Trata-se de um poema de um poeta indiano chamado Kalidasa.


É uma das mensagens que mais me tocou ao longo dos anos, mas nem sempre a tenho posto em prática... Deixo que uma avalanche de pequenos insectos de preocupações me distraia da realização de um dia mais positivo... Mesmo assim, aqui a deixo pois acho que vale a pena tentar o que ela nos sugere:






Nascer do dia no Rio Negro - Amazónia - Brasil



SAUDAÇÃO À ALVORADA

Cuida deste dia!

Ele é a vida, a própria essência da vida,
Em seu breve curso
Estão todas as verdades e realidades da tua existência:

      A bênção do crescimento

      A glória da acção,
      O esplendor da realização.

Pois o dia de ontem não é senão um sonho

E o amanhã somente uma visão.
Mas o dia de hoje bem vivido transforma os dias de ontem num sonho de ventura.
E os dias de amanhã numa visão de esperança.
Cuida bem, pois, do dia de HOJE!
Eis a saudação à alvorada.




"UMA TERRA LINDA" - AZENHAS DO MAR - SINTRA - PORTUGAL





Janeiro 2014 - Azenhas do Mar

É Janeiro, Inverno. O sol espreita, mas a chuva não dá tréguas e vai insistindo em borrifar uma terra linda apesar das nuvens. São as Azenhas do Mar, junto a Colares - Sintra, a alguns quilómetros de Lisboa.


Janeiro 2014 - Azenhas do Mar

UOPS!...Estávamos perdidos... __"Olhem, viram agora à esquerda e seguem sempre em frente, passam uma ponte e vêem uma terra linda, depois..." De facto, foi assim que a encontrámos __ vimos uma "terra linda", aninhada nas arribas de uma costa batida pelo mar nesta altura do ano... 



A escola
(Foto retirada da NET)

A escola com a sua fachada de azulejos azuis destaca-se no meio de outras casas igualmente bonitas... Era ali. Só podia ser ali... O azul e o branco, a beleza dos azulejos. 



As piscinas oceânicas 
(Foto retirada da NET)

A Azenhas do Mar é uma aldeia localizada no Concelho de Sintra, na freguesia de Colares, que se desenvolve ao longo de uma linha de água que corre para o Atlântico e corta as arribas da costa, na qual existiam azenhas, daí o seu nome. 



Janeiro 2014 - Azenha



terça-feira, 28 de janeiro de 2014

PONTO DE PARTIDA - UMA AVENTURA NO MUNDO DA PINTURA...






"SONHO"




"CANECA COM ESPIGAS"



"OEIRAS- DEBRUÇADA SOBRE O TEJO"



"BOLAS DA MINHA VIDA"

Ideias feitas imagem... Representação de um sentir, de uma vila, de uma personalidade...


 "CORAÇÕES DE PEDRA" 
Adaptação de autor desconhecido



 "A RUELA"



"A LEITEIRA"

Reproduções de dois dos trinta e três quadros de Vermeer




"A MINHA MENINA"
Adaptação de "A Rapariga do Brinco", de Vermeer
O quadro da minha vida!...





"TEMPO DE ESPERA"
Adaptação de "A Persistência da Memória", de Dalí
A insistência de um filho...


Adaptação de " A Desintegração da Persistência da Memória", de Dalí


"SONHO TORNADO REALIDADE"


As esferas coloridas, os pregos __ sonhos e rectaguardas...




"PÁGINAS SOLTAS"
Projecto para a capa de um livro



"DELÍRIOS"
Quando a cor se torna pedra e obsessão...



"ESPERANÇA"
A surpresa do retorno...



"CEREJAS"
Adaptação de um quadro hiperrealista de um pintor japonês



"MÃE SALTIMBANCA"
Pormenor de um quadro do Período Rosa de Picasso - "Os Saltimbancos"



Retocado...


Ponto de partida... 2003 com a ajuda de um livro de pintura...


No início, era assim. Não é preciso ser-se técnico para constatar a diferença!... __ perspectivas, velaturas, texturas, luzes, transparências, um nunca acabar de técnicas e truques... 

Só o "toque mágico" de quem sabe, de quem sente, e de quem partilha tornou possível esta aventura e viagem pela pintura... Vou de novo recomeçar com a ajuda de quem com simplicidade e desenvoltura faz a diferença no nosso trabalho... E, dentro do possível, partilhar essa aprendizagem que ficou interrompida e agora retomo... 



"LÁGRIMA"
Para ti... Obrigada!...



segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

RECANTO - ESTE MEU "ATELIER"




"Texturas" 
Dezembro - 2013


Espátula, pincel, tinta, massa de modelar... Os dedos para esbater, suavizar, matizar... Namoro na tela. RECANTO __ espaço de encanto, pequeno, estreito, baixo; espaço perdido em horas esquecidas que fazem surgir as formas, as cores, os tons, os brilhos, as sombras... São os cheiros, a luz, os sons que de longe se perdem... O arrulhar das rolas, o avião que passa, e lá bem do alto as badaladas do campanário da igreja no silêncio da casa... Momentos de prazer. PONTO DE ENCONTRO nesta nova caminhada. 




Tempo em espera...


Prontos para continuar...




Do que está feito...


domingo, 26 de janeiro de 2014

SERENIDADE




Pontal de Maracaípe - Recife - Brasil - 2009


A serenidade não impede a esperança, nem a aventura, nem o trabalho, nem o amor. Flui pela paisagem da nossa vida ocupada, calma e forte. Límpida e suave. Refrescando tudo o que fazemos ou sonhamos...

(Pam Brown, 1928)

sábado, 25 de janeiro de 2014

CACHECOL - PASSADO, PRESENTE, FUTURO




Cachecol 
Lembranças do Passado, vivências do Presente e esperanças do Futuro
(Janeiro -2014)


    Tal como o "Imaginação em marcha" este novo “blog” não tem uma orientação definida. Não, pelo menos, por enquanto...

   É, simplesmente, um pôr em imagens e palavras, sentimentos e ideias pelo belo, pela ternura, pelo engraçado, pela crueza das situações ou injustiça das mesmas.

   É um transcrever de ideias, pensamentos, vivências e sentimentos pessoais ou de outrem que, por alguma razão, me tocaram.

   É um voltar para fora, uma ligação ao exterior, um cordão que colmata a relativa restrição a que, hoje, estou sujeita, pela força das circunstâncias.

    É viver a pintura, uma cozinha, um país, um mundo e uma vida...

   "Imaginação em Marcha" foi para mim uma descoberta fabulosa e transformou-se num lançar de desafios pessoais partilhados com quem por ele passou.

   Resumindo: Espero que "RECOMEÇAR" venha a ser uma forma de “pintar a manta”, como um dia gritei. E que precisa de ser aprendida. Tecida com cuidado, justeza e entusiasmo. Aqui, não se pinta com um pincel, mas com uma máquina fotográfica e com um programa informático.


RECOMEÇO...




Pão-de-ló-laranja - Janeiro de 2014



UMA LINHA RECTA É UMA LINHA QUE NÃO TEM COMEÇO NEM FIM. NÓS APANHAMOS A LINHA DA VIDA NUM PONTO. SÓ TEMOS QUE A CONTINUAR AINDA QUE, POR ABSURDO QUE PAREÇA, POSSAMOS TER QUE FAZER CURVAS. ATÉ PORQUE A ALGUM LADO HAVEMOS DE CHEGAR, NEM QUE ELE SE ENCONTRE DENTRO DE NÓS E/OU NO REENCONTRO COM OS OUTROS. FIM DE LINHA OU RECOMEÇO?!... APOSTO EM QUE É UM RECOMEÇO E O MEU DIA DE HOJE FOI PROVA DISSO...